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2020: o ano em que mais ouvimos falar sobre gestão de crise e riscos

Mesmo sendo um ano atípico, principalmente por conta da Covid-19 e outras crises de ordem política, social, ambiental e sanitária que abalaram o mundo, organizações que já tinham os processos de gestão de crise e riscos implementados sofreram menos.

Para muita gente, 2020 não deve deixar saudades. Porém, mesmo se tratando de um ciclo marcado por muitas perdas, em todos os sentidos, também foi um período de desafios, aprendizados, adaptação e transformação, especialmente para os negócios.

De acordo com os dados da pesquisa “Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas”, realizada pelo IBGE, mais de 700 mil empresas fecharam e 70% das 2,7 milhões que continuaram abertas sentiram os impactos financeiros da crise sanitária em 2020. No entanto, 13,6% tiveram aumento de oportunidades e continuaram a crescer no ano que para muitos ainda não terminou.

Mas, o que estas empresas que mantiveram o crescimento durante a pandemia têm em comum? Planejamento, audácia para inovar em meio a situações adversas, análise precisa de resultados e execução de planos de ação estruturados. Ou seja, sabem muito bem como gerenciar os riscos e lidar com as situações críticas.

Planejamento e gestão são essenciais para sobrevivência

Em um cenário de incertezas, criado não só pelo coronavírus, mas também por outros eventos de origem política, como as conturbadas eleições nos Estados Unidos; ambiental: incêndios e desmatamento em biomas essenciais à vida e aos negócios; legal: a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); social, como as necessárias manifestações antirracistas e outras manifestações populares, e os enormes desdobramentos dessas ocorrências ao redor do mundo, é normal que muitas organizações ficassem desorientadas.

É justamente nestes momentos que precisamos revistar o planejamento, quantas vezes isso for necessário, e promover as devidas mudanças e adaptações no decorrer do caminho, mapeando e monitorando riscos e preparando ações efetivas. Tudo para evitar perdas financeiras, preservar imagem, fortalecer a cultura organizacional e salvar negócios, pessoas e reputações.

Como já dizia meu pai: “seguro de carro é uma aposta que você faz contra você mesmo e que nunca quer ganhar”. É mais ou menos isso que ocorre quando falamos em definir e implementar os processos de gestão de crise e riscos em uma empresa. Demanda muito planejamento estratégico, tempo e obviamente dinheiro, mas é um trabalho que tem que ser feito. É uma das formas de manter a empresa e os negócios seguros. Independentemente do tamanho ou segmento de atuação, estes processos precisam existir e jamais podem ser vistos como despesa e sim como investimento.

Obviamente, o melhor dos mundos é que as crises não aconteçam, mas se acontecerem, as empresas devem estar prontas e organizadas para a tomada de decisões assertivas e eficazes. O sucesso de um gerenciamento de crise depende diretamente de como a corporação vai conduzi-lo.

Voltando ao famigerado 2020, companhias como a Amazon, que capitalizou US$ 570 bilhões e fechou o ano valendo cerca de US$ 1,49 trilhão; a Apple, que alcançou o segundo trilhão em 2020; e a Tesla, que tem previsão de crescimento entre 30% e 40% em 2020; seguiram o mesmo caminho exitoso de outras dezenas de empresas: investiram em tecnologia para estruturar processos, otimizaram as operações e analisaram minuciosamente dados para entender o consumidor e criar um verdadeiro impacto social.

O percurso trilhado por estas gigantes, ou melhor, o plano de ação posto em prática por elas não surgiu do nada, não é um mero insight. Ele é fruto de um valioso processo de gestão de riscos e crise, onde oportunidades são identificadas e inciativas para mitigar problemas são regularmente contempladas.

Após a Covid-19 vamos enfrentar outra crise, e depois outra, outra e outra. Mas não se esqueça: crises também geram oportunidades, basta estarmos preparados para elas.

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