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Aqui você encontra um rico debate sobre assuntos ligados a gestão de risco, gestão de crise, gerenciamento de crises, crise nas redes sociais e cases de crises, no quais podemos aprender muito

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O pós-crise do Carrefour: O que aprendemos com a crise que chocou o país

Em novembro do ano passado um vigilante de uma das lojas da rede Carrefour, na grande São Paulo, deu pauladas em um cão até a morte, com a justificativa de que o supervisor deu ordens para que ele tirasse o animal das dependências da loja a qualquer custo.

Tal atitude rendeu repercussão nacional e gerou uma crise de imagem para a rede de supermercados, que teve que lidar com protestos e a indignação da população brasileira.

Quase seis meses após a crise o que mudou para a rede? Quais ações foram tomadas para contornar a situação?

A rede agiu de forma transparente

Em um primeiro momento o Carrefour quase perde no quesito transparência culpando a Zoonose e sem responsabilizar-se, nem de forma parcial, pelo ocorrido. Logo após o segundo comunicado enviado à imprensa a rede se retratou, contribuindo para a apuração do caso.

Em qualquer crise que envolva o nome da sua empresa a transparência é fundamental. Reconheça os erros e mesmo se não tiver algo a ver diretamente com a crise, esteja disposto a ajudar nas investigações.

Ações sociais fizeram parte do gerenciamento da crise

A rede assinou um termo no Ministério Público, onde é obrigada a pagar R$ 1 milhão de reais por causa dos maus-tratos ao animal. Desse montante, R$ 500 mil serão destinados exclusivamente à esterilização de cães e gatos, R$ 350 mil para a compra de medicamentos para animais do Hospital Veterinário municipal ou que estejam no canil do município, e R$ 150 mil para aquisição e entrega de rações para associações, ONGs e demais entidades destinadas ao cuidado de animais na cidade de Osasco.

Além dessas ações, o Carrefour, hoje possui um plano extra de auxílio a Ongs e instituições carentes que apoiam a causa animal, incluindo o Instituto Luisa Mell, que aceitou o patrocínio porque a rede garantiu ser contra a atitude do vigilante terceirizado.

Muitas organizações usam essa estratégia como Marketing, a fim de tornar positiva a sua imagem perante o público, não se responsabilizando mais por qualquer ato. Aqui a rede de supermercados ganha pontos positivos, pois mesmo divulgando em suas redes sociais, deixa claro que qualquer tipo de ajuda e apoio a causa animal, jamais desvinculará de sua imagem da morte do cãozinho.

O Carrefour só percebeu a importância do mapeamento dos riscos no pós-crise

Fica claro que a morte do cão poderia ter sido evitada se o Carrefour tivesse um plano de gestão de riscos que incluísse animais, pois é comum a presença deles nos arredores por causa da comida. Por isso, fica a dica, mapear os riscos, mitigar, monitorar e realizar um plano de gestão de crise é fundamental para prevenir-se de qualquer crise, jamais espere o pós-crise para enxergar essa necessidade. Vale a pena agir antes da crise estourar. Quer saber mais sobre a crise do Carrefour e como funciona o mapeamento de riscos? Fale conosco: contato@weplanbefore.com.br