Checklist 2026: como avaliar a maturidade da sua organização em Gestão de Crise e Continuidade de Negócio
Quando atravessamos o limiar de um novo ano, é comum ver empresas discutindo planos, metas, orçamentos e entregas. Mas, quantas param para responder com honestidade uma pergunta essencial: se uma crise grave acontecer amanhã, estamos prontos para responder?
A maioria acredita que sim, porque possui um plano. Mas ter um plano não é sinônimo de preparo. Assim como comprar um extintor não significa saber usá-lo em uma emergência. A verdadeira prontidão organizacional vai muito além de um documento: ela se reflete em cultura, comportamentos, papéis claros, testes reais e capacidade de aprender com cada situação.
Por isso, iniciamos 2026 com um convite à reflexão: qual é o nível de maturidade da sua organização em gestão de crise e continuidade de negócio?
Por que maturidade importa mais do que planos?
Ter planos atualizados é essencial. Mas maturidade é o que garante que esses planos saiam do papel com rapidez, clareza e eficiência quando a crise realmente bate à porta.
Uma organização madura em continuidade e crise:
– Não depende apenas de algumas pessoas-chaves para funcionar em emergências.
– Sabe escalar o incidente certo para o comitê certo, no tempo certo.
– Garante resposta coordenada entre áreas, evitando ruídos e retrabalho.
– Aprende com incidentes passados e atualiza seus planos com base em lições reais.
Em 2026, a maturidade passa a ser um diferencial competitivo e um requisito regulatório para muitas empresas, especialmente nos setores financeiro, energia, tecnologia, comunicação e infraestrutura.
6 dimensões para avaliar sua maturidade
Com base em boas práticas internacionais (ISO 22301, ISO 31000, DORA, NIST, etc.) e na experiência da WePlanBefore com grandes organizações, desenvolvemos um modelo de 6 dimensões que ajudam a avaliar a maturidade organizacional:
1. Governança e liderança
– Existe um Comitê de Crise formalizado?
– Os papéis e responsabilidades estão definidos?
– A liderança participa de simulados e treinamentos ou apenas “assiste”?
– As decisões são baseadas em critérios claros (gatilhos, severidade, impacto)?
2. Planos e documentação
– Os planos de crise e continuidade estão atualizados e acessíveis?
– Foram construídos com participação das áreas envolvidas?
– Consideram cenários realistas e ameaças plausíveis?
– Existe alinhamento entre planos de continuidade, resposta a incidentes, gestão de crise e comunicação?
3. Pessoas e capacitação
– Quem são os porta-vozes treinados para crises?
– As equipes sabem quem acionar e como reagir a diferentes tipos de eventos?
– Há treinamentos periódicos e capacitações por cenário?
– A organização sabe manter a calma e decidir sob pressão?
4. Comunicação e stakeholders
– Existe um plano de comunicação de crise?
– As redes sociais estão incluídas no plano?
– Há clareza sobre quando comunicar, o quê e para quem?
– A comunicação é empática, rápida e transparente?
5. Tecnologia e continuidade operacional
– A infraestrutura crítica possui redundância e planos de contorno?
– O time de TI participa da gestão de crise?
– Existe um plano de Disaster Recovery testado?
– O tempo de retomada (RTO) e a perda aceitável (RPO) estão definidos?
6. Simulados, testes e aprendizado
– A empresa realiza simulados periódicos?
– Os simulados testam decisão, comunicação e pressão emocional?
– Há relatórios com lições aprendidas e planos de ação?
– Os planos são atualizados com base nesses aprendizados?
Como está sua maturidade hoje?
Utilize a tabela abaixo para uma autoavaliação rápida:
| Dimensão | Nível 1 (Inicial) | Nível 2 (Intermediário) | Nível 3 (Avançado) |
| Governança e Liderança | ❌ | ✅ Parcial | ✅ Integrada |
| Planos e Documentação | ❌ | ✅ Básico | ✅ Completo |
| Pessoas e Capacitação | ❌ | ✅ Alguns treinados | ✅ Equipes prontas |
| Comunicação e Stakeholders | ❌ | ✅ Manual genérico | ✅ Com planos por público |
| Tecnologia e Continuidade | ❌ | ✅ Sem testes | ✅ Com DR testado |
| Simulados e Aprendizado | ❌ | ✅ Semestral | ✅ Culturais |
Quanto mais áreas estiverem no nível 3, maior a maturidade. Um diagnóstico completo envolve entrevistas, análise documental e testes reais.
O que priorizar em 2026
Com base em centenas de diagnósticos realizados pela WPB, estas são as prioridades mais críticas para este ano:
– Revisar a governança de crise e os fluxos de decisão.
– Atualizar e alinhar os planos de crise, continuidade e comunicação.
– Realizar ao menos 2 simulados realistas em 2026.
– Criar ou reforçar a cultura de crise nas lideranças.
– Garantir conformidade com normas como BACEN, ISO 22301, DORA etc.
Quer entender mais?
Na WePlanBefore, ajudamos empresas a sair do papel e construir cultura. Oferecemos:
– Diagnóstico de maturidade (com relatório técnico e plano de ação).
– Treinamento de liderança e porta-vozes.
– Simulados com cenários reais usando a plataforma e-Simulate.
– Alinhamento com normas internacionais e reguladores.
Comece 2026 com clareza e foco. Fale com a gente e agende seu diagnóstico personalizado.