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ESG, essa sigla para indicadores de sustentabilidade não é novidade, mas está em alta

Há mais de três décadas o mundo corporativo vem discutindo a real necessidade de inserir práticas sustentáveis nas empresas e nos negócios. É preciso gerar valor para diferentes stakeholders (clientes, consumidores, acionistas, colaboradores, fornecedores e até a comunidade), ou seja, não adianta só produzir, vender e lucrar sem que haja um legítimo comprometimento com o meio ambiente, com as pessoas e com a governança ou conduta corporativa da empresa.

Foi no relatório de uma iniciativa liderada pela Organização das Nações Unidas, em 2005, que apareceu pela primeira vez a sigla ESG (Environmental, Social & Governance), na tradução para o português ASG (Ambiental, Social e Governança).

As estratégias de ESG adotadas por uma determinada empresa mostram o quanto ela está envolvida com esses três fatores. Inclusive, esses critérios têm sido utilizados como base para a avaliação de investimentos. Em vez de analisar apenas índices financeiros, investidores também consideram os fatores ambientais, sociais e de governança de uma companhia. Uma espécie de direcionamento para aportes.

Um estudo realizado pela consultoria BCG, em 2017, apontou que as empresas que adotaram melhores práticas nessas três áreas tiveram diversos impactos positivos, como maior lucratividade e melhora em seu valor de mercado.

Critérios de ESG podem ser usados para avaliar negócios

Para se ter uma ideia da importância dessas três letrinhas, a XP criou uma área específica para este tipo de investimento. Alguns bancos tradicionais também já possuem fundos éticos, sociais e ambientais desde o começo desta década. O maior fundo de pensão do mundo, o Fundo de Investimento em Pensão do Governo do Japão anunciou, no meio da pandemia, que está priorizando investimentos ESG e está utilizando indicadores e análises de riscos pertinentes às mudanças climáticas e às oportunidades criadas diante destes desafios.

As práticas de ESG no âmbito do Meio Ambiente indicam como a companhia atua na preservação de recursos naturais, biodiversidade, eficiência energética, emissões de carbono, desmatamento, gestão de resíduos e muito mais. 

No Social, o olhar é para a os direitos humanos, relações e leis trabalhistas, engajamento dos colaboradores, diversidade, satisfação dos clientes, proteção de dados e privacidade, relacionamento com a comunidade, entre outros. 

Já a avaliação da Governança diz respeito a práticas de gestão empresarial, conduta corporativa, composição do conselho, estrutura do comitê de auditoria, remuneração de executivos, relação com entidades e governo, compliance e corrupção.

É oportuno mencionar que o índice de ESG segue a mesma base de valores pregados pelos dez Princípios do Pacto Global para o desenvolvimento sustentável integral.

Portanto, independentemente de tamanho ou segmento, as empresas, sobretudo de capital aberto, precisam estar atentas aos impactos de suas operações, implementando medidas que orientem para uma gestão corporativa mais consciente.

Deixar isso de lado é correr um sério risco de sofrer danos à imagem e reputação da marca. Consumidores e investidores exigem cada vez mais das empresas um compromisso real com o desenvolvimento sustentável.

Construir um mundo melhor e mais sustentável ou ganhar dinheiro? A resposta é “de preferência os dois”! E o caminho para isso passa impreterivelmente pelo ESG.

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