Dicas para fugir do capacitismo no meio corporativo

Deficiência: substantivo feminino que significa a insuficiência ou a ausência de um órgão.

Hoje, 21 de setembro, é o dia de luta das pessoas com deficiência. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 17 milhões de brasileiros têm alguma dificuldade para enxergar, ouvir, caminhar, subir degraus ou realizar atividades habituais. 

Preparamos algumas dicas para auxiliar a criar um vocabulário anticapacistista. Aliás, antes, é necessário falar sobre o conceito do sufixo desta palavra que tem ocupado os ambientes corporativos e empresariais, principalmente quando se observam questões ligadas à inclusão. O capacitismo é uma forma de preconceito com pessoas com deficiência que envolve a preconcepção sobre as capacidades que uma pessoa tem ou não devido a uma deficiência. O fato que ocorre é que, em geral, se diminui essa pessoa à deficiência que ela tem.

  • Fuja dos estereótipos. As deficiências variam o grau de acordo com cada pessoa. 
  • Evite o uso da sigla PCD. As pessoas com deficiência são “pessoas” e não se resumem a três letras. Falar o termo por extenso é didático para quem não tem conhecimento sobre o assunto.
  • Fuja da palavra portador. A pessoa que porta algo é por vontade e muitas das pessoas que têm uma deficiência nasceram com ela ou adquiriram por doença, ou acidente, logo não é por vontade própria.
  • Exclua do seu vocabulário expressões como “João sem braço”, “retardado”, “coitado” ao se referir a uma pessoa com deficiência, “mancada”, “não ter perna/braço para cumprir determinada tarefa”.
  • Ao conversar com uma pessoa com deficiência e não visualizar qual a característica que a define como tal, respeite a individualidade e não questione o que ela tem. 

Temos falado muito nos últimos tempos sobre empatia. Essa expressão nos ajuda a entender melhor sobre como podemos mostrar que estamos dispostos a incluir e respeitar as pessoas com deficiência no ambiente de trabalho, na universidade, nos ambientes de lazer, enfim em todos os espaços. Sabemos que não basta uma cartilha com regras e imposições para que todos tenham seus direitos garantidos. É preciso que os indivíduos estejam abertos a auxiliar quem precisa. 

Temos muito a evoluir. O pensamento inclusivo vai além de uma rampa de acesso para cadeirantes, é necessário que cada vez mais se pense em ambientes pautados em experiências corporais que vão além das consideradas normais. Em um país onde o número de pessoas com deficiência é equivalente à população do estado do Rio de Janeiro é urgente que se reflita sobre ações práticas que incluam esse universo.

Carla Oliveira é assessora de imprensa na WPB e tem mobilidade reduzida.

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